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Operações avançadas com drones: Ultrapassar as barreiras à implementação

Os voos em áreas alargadas ou para além da linha de visão (BVLOS) e as operações sobre pessoas (OOP) exigirão que os operadores efectuem um planeamento adicional para obterem autorizações, mas a eficiência melhorada e o maior potencial de mapeamento são benéficos para concluir projectos complexos mais rapidamente, aumentando o ROI.

As vantagens da implementação de operações avançadas com drones são vastas, incluindo a capacidade de recolher informações e dados mais pormenorizados dados bem como a expansão do potencial de lucro da sua empresa.

Mas porque é que a adoção global não é maior em todo o mundo?

As operações avançadas com drones exigem um planeamento prévio e autorizações adicionais, que podem demorar muito mais tempo do que as operações normais. Além disso, os regulamentos variam de país para país.

Aqui, analisamos o processo atual para os operadores e exploramos as razões pelas quais as perspectivas para o futuro são positivas.

Preparar para a descolagem

Então, por onde começam os utilizadores de drones quando decidem implementar operações mais avançadas? A apresentação de um plano de voo às autoridades competentes é o primeiro passo.

Nos EUA, por exemplo, a Autoridade Federal de Aviação (FAA) exige o preenchimento de uma isenção da Parte 107 – um documento oficial que aprova determinadas operações de aeronaves fora das limitações da regulamentação.

Existem inúmeras considerações logísticas e de segurança para cada plano de voo, e os utilizadores têm de provar que os seus drones não constituirão um perigo para as pessoas e os bens à sua volta. Devem também dispor de medidas para regressar a um ponto de origem designado em caso de mau funcionamento do hardware ou do software.

Apesar dos progressos realizados neste domínio, há ainda trabalho a fazer para garantir um processo de aprovação sem problemas. Milhares de empresas nos EUA solicitaram uma isenção da FAA para voar para além da linha de visão visual (BVLOS) em 2018, sendo que apenas 23 foram aprovadas, de acordo com a Associação Internacional de Sistemas de Veículos Não Tripulados (AUVSI).

Desde então, países como o Canadá e o Brasil fizeram grandes progressos no sentido de tornar mais acessíveis as operações avançadas com drones.

Recentemente, os especialistas em engenharia e consultoria de drones Drones AL e empresa de geotecnologias Santiago e Cintra anunciou que a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) aprovou a realização de voos BVLOS (Beyond Visual Line of Sight) no Brasil, utilizando o carro-chefe da senseFly eBee X drone de asa fixa, enquanto o Canadá estabeleceu uma parceria com a IN-FLIGHT Data para testar voos BVLOS.

O único caminho é para cima

Embora as aprovações para operações avançadas possam ser demoradas, já estão a ser tomadas medidas importantes para garantir que as missões sejam mais acessíveis aos utilizadores de drones, independentemente do âmbito do seu projeto.

Os voos BVLOS são uma área que tem registado progressos nos últimos anos. Para garantir uma integração mais segura e fluida com o restante tráfego aéreo, os operadores devem utilizar observadores visuais ou um sistema Detect and Avoid, independentemente do país.

Os sistemas de deteção e evitamento estão a generalizar-se à medida que a tecnologia avança e constituem um passo fundamental para tornar as operações avançadas de drones mais viáveis e mais fáceis de ampliar no futuro.

Também tem havido um interesse crescente na utilização da identificação remota nos drones, o que exigiria que os operadores utilizassem um método de transmissão e de rede para transmitir informações sobre o posicionamento e as aprovações às pessoas no terreno.

A identificação remota é considerada um componente fundamental para a integração dos drones no espaço aéreo nacional. A FAA publicou um documento sobre este potencial requisito em 2019, que recebeu mais de 50 000 comentários da comunidade de drones.

Se for implementada uma identificação remota a nível nacional, será mais um grande passo para garantir a segurança e a fiabilidade, bem como para ajudar a simplificar o processo de aprovação.

Melhor colaboração

No entanto, o desafio que a indústria dos drones comerciais enfrenta há muito é o facto de os regulamentos relativos aos drones não serem atualmente harmoniosos a nível mundial.

Com mais drones no ar do que nunca, é crucial que a comunidade global trabalhe em conjunto para simplificar o processo de aprovação.

Medidas como os sistemas Detetar e Evitar e a Identificação Remota são apenas duas formas de progredir – e há muitas outras no horizonte.

Por exemplo, a nova Certificação de Tipo, que abrange a durabilidade e a fiabilidade, os ensaios de falha e desempenho e os requisitos de conceção, está atualmente a ser testada pelo Gabinete de Certificação de Aeronaves de Los Angeles (LA-ACO), o que indica um potencial afastamento das derrogações no futuro.

O movimento também está a ganhar força em toda a Europa, tendo a FAA e o Gabinete Federal Suíço de Aviação Civil (FOCA) assinado recentemente uma declaração de intenções para reforçar a colaboração no espaço dos Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas (UAS) e cooperar para promover a harmonização das normas de segurança nacionais e internacionais dos UAS. Este é um passo vital para o sector dos UAV.

Mas o que mais pode ser feito? No futuro, será fundamental manter uma colaboração bidirecional entre os organismos reguladores e os operadores de UAV, permitindo que ambas as partes trabalhem em conjunto para desenvolver quadros regulamentares utilizando dados de missão e os conhecimentos recolhidos a partir de testes de drones.

Isto permitirá que o planeamento avançado das operações com drones se torne mais acessível às empresas comerciais – o nosso objetivo final.

Quer saber mais? Leia o nosso livro branco sobre operações avançadas com drones, onde exploramos tudo o que os operadores precisam de saber para uma integração bem sucedida.